domingo, 10 de março de 2013

O que o vento não leva




Se existem fronteiras? É claro que sim.
Assim como existem diferentes culturas em um mesmo país. Diferentes sotaques. Sendo assim,  vários choques culturais quando os vários brasis, dentro do Brasil, se encontram.
Não creio que uma pessoa seja apenas o seu sotaque.
No discurso de GABRIEL GARCIA MARQUEZ  para o Nobel de literatura, ele diz: “os primeiros navegantes que chegaram à Patagônia colocaram um espelho na frente de um nativo que encontraram e este perdeu o uso da razão pelo pavor da sua própria imagem”.
Fazer uso de sua identidade(a legítima) é uma tarefa difícil, até porque instituições não formam uma identidade. Sejamos então como Narciso,  na música de Caetano, que acha feio o que não é espelho.
Mas tenho que confessar que realmente alguma coisa acontece comigo quando cruzo a Ipiranga e a Avenida São João.
Talvez, leitor,  quando tudo estiver ruim faça como Scarlet O’Hara no filme “E O Vento Levou” e corra para sua Tara (nome da fazenda no filme).
Não para a fazenda do seu vizinho. E lá nas suas raízes, quando olhar para dentro de você, reconheça sua realidade. Citando Gabriel Garcia Marquez: “a interpretação da nossa realidade  a partir de esquemas alheios, só contribui para nos tornarmos cada vez mais desconhecidos, cada vez menos livres, cada vez mais solitários”.  

sábado, 26 de janeiro de 2013

Much More Music



  A vida é a mais incansável obra de arte. Se ela faz sentido ou não, essa é outra história.
 Mas quando aquela tragédia grega bate na sua porta? A resposta é sim! Deixe-a entrar, sirva um café, uma vodka, um chá. Não sei o que preferir. Mas deixe-a fazer o estrago que uma boa tragédia faz. Depois aceite o estrago e comece a reinventar e a colocar tudo nas prateleiras, não do mesmo jeito de sempre, talvez de um jeito diferente.   
  Às vezes tragédias gregas são escritas em nossas vidas por várias razões: ou para arrumarmos uma nova playlist, ou para descobrirmos outras versões da vida e também de velhas músicas!
Como a versão do Starfuckers de “Girls just wanna have fun”
     

(Afinal em qualquer lugar ou em qualquer versão as garotas só querem se divertir !)



Ou talvez descobrir com u2 que não há nenhuma linha no horizonte.



Ou até mesmo jogar vídeo games com Lana Del Rey




Ter o direito de estar errada com Joss Stone



 Analisar os anos 90 com Mickey Gang



E por fim ter histórias para contar com Asaf Avidan


Arrume a trilha sonora da sua vida e viva tudo de novo !  

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

La Vie En Rose



    
       Freud disse: não existem acidentes.
      O filme Alguém tem que ceder mostra vários ‘acidentes’ que ocorreram com Erica Barry, protagonista do filme.
      Erica, interpretada por Diane Keaton,  é uma escritora bem sucedida, super inteligente que adora golas olímpicas e coleciona pedras brancas. Tinha tudo sob controle, até encontrar Harry, personagem interpretado por   Jack Nicholson.
     Mas quem nunca foi uma Erica Barry na vida que atire a primeira pedra e que seja branca.
     Se Erica, que tinha tudo sob controle,  ‘acidentalmente’ caiu na lábia do charmoso e confiante  Harry,  imagine nós, mortais.
    Mas se acidentes acontecem, temos que estar prontas para eles acontecerem, pois se alguém   tem que ceder, não somos nós e sim o destino,  outro “acidente’’ para nós!
    Já que o assunto é Erica Barry, entre ela se apaixonar e ficar com  o anti-herói mais charmoso, Harry,  ocorreu outro acidente com ela chamado Keanu Reeves! E que acidente!
    Se você encontra-se na mesma situação ou em situação parecida que nossa heroína, corte a gola olímpica e ceda a todos os “acidentes’’ que aparecerem. Se alguém tem ceder, somos nós  mesmos!
   O filme acaba lindamente em Paris ao som de La vie en rose(Edith Piaf).
   A comédia é acompanhada por  músicas como Sunday mornning  (Marron 5) o que combina com a energia do filme.


    Porque nós sempre teremos Paris!!



domingo, 25 de novembro de 2012

segura na porra do guidão!


                Eu estava pensando, um minuto a mais e teria dado tempo. A vida as vezes parece um desencontro e quem sabe o nosso relógio interno anda sempre atrasado.
              Será que ainda há tempo para acreditarmos nos deuses?
              Ou vamos sempre trair os ritos?
                 O amor é tão fora de moda assim?
            Estar na moda é falar do contemporâneo e apenas da ultima tendência.
              Esquecer os mitos, viver o hoje, o moderno e o contemporâneo isso é estar na moda. Ainda há tempo para falarmos de mitos, que sejam os mitos modernos então.
       Como disse Campbell: ‘’A última encarnação de Édipo, esse romance entre a bela e a fera, esta postada, agora mesmo, na esquina da Rua 42 com a Quinta avenida, aguardando o verde do semáforo. ’’
       Amar no século xxI é quase tão difícil quanto o ‘’ amor nos tempos da cólera’’ em que Florentino Ariza espera sua  amada Fermina Daza cinquenta anos, nove meses e quatro dias.
      São vários desencontros, igual à Meg Ryan no filme: A Cidade dos Anjos em que o Nicolas Cage virá ser humano para ficar com ela e no dia seguinte  sai de bicicleta e não segura na porra do guidão e é atropelada por um caminhão, e o personagem de Nicolas fica sozinho na condição de ser humano.
     Quem nunca deu uma de Meg Ryan e não segurou na porra do guidão e perdeu um Nicolas Cage da vida.
     E no final penso que Romeu e Julieta não têm nada de romântico. São sempre dois idiotas que gostam um do outro e não podem ficar juntos, ou porque estão a km de distância, ou porque o telefonema dado caiu na caixa postal ou sms  foi para o número errado. Assim como Romeu e Julieta. E isso é bem realista.
      Tudo isso me ocorreu enquanto tomava um chá, pegue o seu e fique á vontade!